O tráfego de lojas caiu quase 50% nos Estados Unidos nos últimos anos. Os malls estão encolhendo. Aumenta a vacância de lojas nos shopping centers na América. Faltam consumidores nas lojas e nos malls.

As manchetes se sucedem já faz algum tempo, especialmente nos mercados mais maduros e mais suscetíveis ao comportamento mais racional de consumidores que cada vez têm mais de tudo. Com exceção do tempo para aproveitar e usar tanta oferta. Os dados são indiscutíveis.

Com mais alternativas digitais, os consumidores visitam menos lojas e shoppings e, quando o fazem, circulam menos e fazem menos “shopping” ou “browsing”, vale dizer, circular e pesquisar produtos, preços, marcas e ofertas.

Especialmente nas ruas, pois os omniconsumidores já vão mais direcionados para o que querem, já que antes pesquisaram e compararam alternativas e estão muito mais assertivos com o que querem e precisam comprar. Quando não fazem tudo isso no próprio ambiente da internet.

É crescente a participação nas vendas totais do varejo do e-commerce. Na China chegou a 24%, na Coréia do Sul, 18%, na Inglaterra a 15%, nos EUA a 11% e no Brasil oscila entre 4 e 4,5%, dependendo da fonte da informação.

É inegável que esse canal é o que mais cresce em termos de participação no conjunto de canais do varejo e isso não deverá reverter nos próximos anos, ficando fácil estimar que será cada vez maior em todos os mercados a participação do e-commerce nas vendas totais do varejo.

Mas além de reconfigurar o varejo como um todo, essa situação cria crescentes ameaças e oportunidades para os malls, centros comerciais e shopping centers de forma geral.

Na reconfiguração geral dos negócios, os omniconsumidores estarão se deslocando menos, em busca de maior conveniência e facilidades, pois produtos, marcas e serviços estarão cada vez mais próximos. No máximo, a um clique.

Mas muda também a natureza do consumo de produtos e serviços.

Menos alimentos para serem preparados. Mas alimentos prontos ou semi-prontos para consumir. Menos estresse em comprar e aplicar produtos em sua casa, mais demanda por produtos instalados, configurando uma solução.

No mundo dos shopping centers, o tripé de serviços entretenimento-lazer-alimentação crescerá muito mais em termos de demanda do que a simples oferta de produtos para vender.

Comprar produtos sem valor agregado, num conceito expandido de commodities, será cada vez mais no ambiente do e-commerce e da internet de forma geral. Se isto configura enorme desafio no repensar do espaço físico e determinação de áreas para os malls, também cria novas oportunidades para a criação de alternativas em ambiente digital para experiências, compras, jogos, entretenimento, lazer, alimentação, relacionamento e, porque não, isso tudo ao mesmo tempo?

Alguns exemplos globais, parciais ou integrados, já começam a surgir sinalizando claramente a nova tendência.

Começam a ser desenhadas alternativas egressas do mundo digital para serem incorporadas de forma inovadora e visionária nos shoppings e malls. E isso será a determinante fundamental da reconfiguração desses espaços que mudarão o vetor determinante de visitação, migrando das compras para o Digital Mall Experience. Espere e verá. Ou… viverá!

Acesse o artigo em: DCI

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