Loja online com preços mais baratos, frete grátis, trânsito, falta de tempo, fila de espera e muitos outros aspectos influenciam (e muito) o comportamento dos consumidores. Em meio a tantos fatores surge uma questão: ainda é possível tornar as lojas atrativas a ponto de motivá-los a sair de casa? O consultor Alexandre van Beeck, sócio-diretor da GS&Consult, afirma que sim. No entanto, é preciso mudar. E rápido. Tanto é assim que o varejo tradicional americano está passando por uma verdadeira revolução.

Nos próximos meses, mais de 3,5 mil lojas serão fechadas naquele mercado, que é considerado uma bússola para o empresariado de todo o mundo, de acordo com Beek. As visitas às lojas físicas dos Estados Unidos despencaram nos últimos sete anos. De acordo com Van Beeck, já são 15 bilhões de visitas a menos nas lojas – uma queda de 50% em comparação com 2010.

Mas, isso não quer dizer que as lojas físicas estão ameaçadas. É preciso entender que a força da conveniência digital mudou os hábitos e as expectativas da clientela sobre esses espaços. De acordo com Van Beeck, os consumidores estão cada vez mais habituados a achar facilmente o que procuram, com informações detalhadas, pagar facilmente suas compras. A expectativa é reduzir ao mínimo eventuais atritos nestes momentos.

E o varejo precisa responder com uma nova proposta de atuação – reconfigurando seu ponto de venda e transformando-o num ponto de encontro. “A loja começa a exercer um papel mais amplo, como um ponto de encontro, de experiência, de relacionamento, de educação. Não mais se restringe à venda de produtos baseados na racionalidade”. Beek afirma acreditar que haverá cada vez mais pessoas investindo tempo e dinheiro em experiências como viagens, restaurantes e tecnologia do que com vestuário e acessórios.

Para ter acesso à matéria na íntegra: New Trade

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