Na última quarta-feira (21), o Teatro Unisinos, em Porto Alegre (RS), sediou o Retail Trends – O Futuro do Varejo, realizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) e pelo grupo GS& Gouvêa de Souza. Durante o evento, Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral do grupo GS&, afirmou que o varejista precisa criar uma cultura de laboratório e experimentação em seu negócio para manter-se alinhado as tendências do mercado global. O Retail Trends discute tendências para o segmento a partir de informações geradas pele feira de varejo promovida pela National Retail Federation (NRF), federação americana do setor que congrega mais de 140 países.

Na avaliação de Marcos, por fatores disruptivos, os pontos de venda do varejo precisam de adequações para deixar de cumprir um simples papel de compra e venda. “Em uma era de hipercompetitividade, precisamos criar um propósito que seja maior do que lidar com commodities para nossas marcas”, explica o executivo, lembrando que de 2001 a 2017 diversos líderes globais do setor perderam espaço, enquanto outros conseguiram larga expansão por seu potencial de inovação. “De lá para cá, apenas quatro empresas mantiveram-se no top 10 do varejo”, complementa.

A Amazon, que sequer figurava no ranking em 2001, chegou a 6ª posição. A gigante do comércio eletrônico aumentou o seu valor de mercado de U$D 17,5 bilhões para U$D 226 bilhões nestes 17 anos, ao lançar diversas iniciativas que prometem reconfigurar o modelo de negócios do varejo global nos próximos anos.

Segundo o sócio-diretor da GS&Consult, Alexandre Van Beeck, a Amazon adotou um modelo bem-sucedido de integração entre mundo digital e lojas físicas – ponto chave do futuro do varejo. “Quando falamos neste tópico logo se imaginam, necessariamente, displays eletrônicos em lojas, mas não é isto que eles fazem”, afirma. Tudo continua analógico no espaço físico, mas a disposição de informações ficou mais clara e objetiva. Além disso, depoimentos de consumidores foram parar em cards anexados ao espaço.

Por outro lado, pensando especialmente nos consumidores millennials, a Amazon construiu uma loja omnichannel sem caixas, sem filas e sem a necessidade de atendentes. Nela o consumidor apenas pega o produto e já pode sair do estabelecimento, o desconto de valores é feito através de scanner em um aplicativo no smartphone cadastrado pelo cliente.

A realidade omnichannel do varejo estadunidense já chegou ao Brasil. Em São Paulo, uma loja da rede Ponto Frio acumula pontos de similaridade com a gigante americana. Os impactos da tecnologia no segmento levaram os especialistas a avaliarem que existe um movimento tão forte de disrupção que foi apelidado de Big Bang do Varejo, que promete chegar com força ao País nos próximos anos.

Veja a matéria original em Móveis de Valor

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PortugueseEnglishSpanish
%d blogueiros gostam disto: