Os modelos de franquias mais enxutos se tornaram a porta de entrada no mundo dos negócios para o pequeno investidor nos últimos anos. Com alto desemprego e economia desaquecida, as microfranquias são opção para quem quer investir em um modelo já testado, mas sem ter que investir muito — até R$ 90 mil.

A Expo Franchising ABF Rio 2019, que será realizado de 12 a 14 de setembro na Cidade Nova, recebe o Espaço de Microfranquias com cerca de 20 marcas.

As empresas perceberam este aumento no número de interessados e começaram a oferecer opções de negócios. Não à toa, esta modalidade teve um crescimento de 8% no número de redes entre 2017 e 2018: de 545 para 589.

— Algumas vezes o investidor não tem um valor alto ou não quer arriscar. Quando ele compra uma marca famosa com diversos franqueados de sucesso, o risco é bem menor —diz Beto Filho, presidente da ABF Rio.

O mito de o empreender ter vida mais fácil cai ainda mais por terra neste tipo de modelo, já que na maior parte dos negócios é preciso botar a mão na massa. Ou seja, procurar clientes, executar o serviço e fazer o pós-venda.

— Muitas vezes o franqueado é o próprio executor da atividade fim. Por exemplo: nas franquias de serviços de reparos e consertos para a casa, o próprio franqueado é quem atende o cliente e vai até a residência para executar o serviço contratado. A grande vantagem para o empreendedor que optar por uma microfranquia é a redução do risco ao botar em prática sua vontade de ter um negócio próprio — lembra Lyana Bittencourt, sócia-diretora do Grupo Bittencourt, especializado em formatação de franquias

Foi o que percebeu Ramon Camara, que tem uma franquia da Mr. Kids, uma empresa de máquinas de vendas. Há quatro meses no negócio, ele é responsável por abastecer a máquina diariamente com brinquedos e doces.

—Queria uma segunda renda, mas como tenho um emprego fixo, precisava de algo flexível. Este tipo de franquia é ideal para mim.

A contadora Flávia Barcelos também dividia seu tempo entre um emprego fixo e sua franquia da empresa Mary Help — que faz a intermediação de mão de obra doméstica. Foi assim durante dois anos até ela se dedicar integralmente ao próprio negócio. O valor mais acessível da microfranquia foi importante, mas não determinante na hora da escolha.

—Sempre gostei muito de serviços de casa e sabia da dificuldade de encontrar profissionais para trabalhar. Fui em uma feira de franquias e me encantei com o tipo de negócio. Abrimos em 2014, no meio da crise, e estamos de pé até hoje.

Para quem tem pouco dinheiro para investir, as microfranquias são uma boa opção para começar a empreender, mas exigem alguns cuidados.

— O franqueado precisa ter afinidade com a área e não apenas escolher por modismo. Ou, pior ainda, porque tem capital financeiro suficiente para escolher o que “realmente” gostaria de trabalhar — alerta o professor da FGV e diretor do Canal Vertical, Roberto Kanter.

Leia a matéria na íntegra em: O Globo

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