Conteúdo atualizado em 02/07/2026 por Paulo Machado
O franchising brasileiro tem características, organização, gestão, propostas e inovações próprias e vai além de ser apenas uma variante do que se pratica nos mercados norte-americano, asiático ou europeu.
Na sua essência, é um modelo de negócio para o varejo, o consumo e os serviços que se desenvolveu em uma economia marcada pela volatilidade, em um mercado polarizado entre afluentes e dependentes, num ambiente tributário complexo e sempre sob intensa pressão. E, como consequência, desenvolveu competências que hoje o diferenciam em termos estruturais e globalmente.
A leitura superficial enxerga o Brasil como um mercado menos maduro, mas, na realidade, somos um dos ambientes mais complexos e competitivos para a atuação empresarial.
Conceitos, práticas e negócios que evoluem de forma positiva por aqui têm elevado potencial de exportação.
E pode e deve ser considerado um modelo de exportação, pois esses elementos são parte do cenário do futuro para a maioria das economias do mundo em processo de reconfiguração política, econômica e digital, potencializadas pela Inteligência Artificial (IA).
Quando o mundo se torna mais complexo, práticas nativas de negócios, como o franchising brasileiro, podem se tornar referência global.
Os exemplos de redes como O Boticário, Cacau Show, Chilli Beans, Lavanderia Omo e muitas outras, líderes globais em seus segmentos, assim como a própria representatividade, o crescimento e a maturidade do setor de franquias, confirmam essa visão.
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