Conteúdo atualizado em 27/08/2026 por Renata Oliveira

O varejo brasileiro está entrando em uma fase em que sobreviver, crescer e permanecer relevante exigirá muito mais do que comprar e vender produtos.

Os movimentos recentes envolvendo Casas Bahia, Marabraz e outras empresas tradicionais do varejo brasileiro são sinais de algo muito maior e não podem ser ignorados ou tratados como questões pontuais. Ainda que toda generalização seja sempre perigosa.

Mais do que histórias individuais de empresas que enfrentam dificuldades, o que não pode ser ignorado é que são manifestações de uma transformação estrutural do ambiente de varejo e consumo no mundo, que é agravada pelo cenário e momento particulares do Brasil.

Por aqui, é ainda mais importante reconhecer que o cenário nos próximos meses tenderá a ser mais complexo.

Apesar da consciência de que ninguém segue um pessimista, a visão idealista ou simplista pode causar danos ainda maiores.

A combinação perversa de juros elevados, comprometimento da renda, inadimplência, crédito mais restrito, consumidor endividado e mais seletivo, expansão da informalidade, avanço dos marketplaces internacionais, bets retirando recursos do orçamento das famílias, competição digital e transformação acelerada pela Inteligência Artificial está criando um ambiente em que o tradicional se torna insustentável.

Para muito além das mudanças que envolvem o omniconsumidor metaempoderado pela IA em suas atitudes e expectativas, o que se percebe é que as empresas não estão conseguindo se reposicionar estratégica e operacionalmente na velocidade que seria necessária.

Simplificando ao extremo, o consumidor está mudando mais rapidamente do que muitas empresas conseguem mudar sua visão estratégica, modelo de negócio e execução.

Leia o artigo completo no site da Mercado&Consumo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor(a)

  • Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, o mais relevante ecossistema de consultorias, soluções e serviços que atua em todas as vertentes dos setores de Varejo, Consumo e Distribuição. É membro do Conselho do IDV, IFB e Ebeltoft Group, presidente do LIDE Comércio, conselheiro do grupo BFFC/Bob's, publisher da plataforma MERCADO&CONSUMO e autor/coautor de mais de dez livros relacionados aos temas de sua especialidade.

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