Conteúdo atualizado em 20/08/2026 por Renata Oliveira
Continuidade das operações dependerá da capacidade de manter fornecedores e capital de giro
Os efeitos dos recentes pedidos de Recuperação Judicial da Casas Bahia e Marabraz podem chegar ao consumidor antes mesmo de qualquer mudança nas lojas. Com o risco de os fornecedores encurtarem o prazo, exigirem pagamento antecipado ou priorizarem concorrentes com menor risco, a oferta e a variedade de produtos nas lojas podem encolher, comprometendo as vendas e o fluxo de caixa.
A quantidade de mercadorias disponíveis no curto prazo passa a ser uma preocupação imediata. “Se eles tinham estoque de produto, esse estoque vai ser consumido. Então, o primeiro olhar é quanto eles vão ter de estoque para vender no curto prazo”, afirma Cláudio Damasceno, sócio sênior da RGF Associados e coordenador do Monitor RGF BizDoc.
Caso a empresa não consiga restabelecer o fornecimento, o problema chega diretamente ao faturamento e, pior, afetar a reputação das marcas. “Outro risco é o consumidor ficar receoso de comprar um item. Preservar reputação, prazo de entrega, assistência e pós-venda são fundamentais”, diz Wagner de Moraes, economista especialista em reestruturação de empresas e CEO da A&S Partners.
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