Conteúdo atualizado em 24/09/2026 por Renata Oliveira
Artigo elaborado por Carolina Cândido, consultora na Gouvêa Consulting.
A promessa, em números
Os números que já conhecemos. Em junho de 2023, a McKinsey estimou que a IA generativa poderia adicionar de US$ 2,6 trilhões a US$ 4,4 trilhões por ano à economia global, valor que, segundo o próprio estudo, quase dobraria se incluído o efeito de embarcar a tecnologia nos softwares que já usamos. Meses antes, o Goldman Sachs havia projetado um aumento de 7% no PIB mundial, perto de US$ 7 trilhões, ao longo de dez anos.
Em termos de investimento segundo a Futurum, com base nas projeções das próprias companhias, Amazon, Alphabet, Microsoft, Meta e Oracle planejam investir entre US$ 660 bilhões e US$ 690 bilhões em infraestrutura em 2026, contra cerca de US$ 380 bilhões em 2025. As empresas usuárias também acreditaram: na pesquisa mais recente da McKinsey (agosto de 2026), quase nove em cada dez respondentes relatam uso regular de IA em pelo menos uma função de negócio.
O que a realidade mostra
Os números do resultado contam outra história. Na mesma pesquisa da McKinsey (1.719 respondentes em 97 países), apenas 37% atribuem à IA algum impacto no resultado operacional (EBIT), a mesma proporção do ano anterior, e cerca de 6% se qualificam como de “alto desempenho”, também estável. O uso avança; o resultado, não.
Não é um achado isolado. O BCG concluiu, em 2025, que só 5% das empresas capturam valor substancial com IA em escala, enquanto 60% relatam ganhos mínimos de receita e custo. Na pesquisa da PwC com 4.454 CEOs em 95 países, 56% dizem não ter visto benefício financeiro significativo até agora e apenas 12% relatam ganhos simultâneos de receita e redução de custo.
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