Conteúdo atualizado em 20/08/2026 por Renata Oliveira
O Brasil está gerando renda, mas uma parcela crescente dela está encontrando outros caminhos antes de chegar ao varejo formal.
No Brasil real, o desemprego está em seu nível histórico mais baixo e a massa salarial apresenta crescimento real e constante.
Mas o varejo formal não consegue transformar essa expansão em crescimento real consistente. Ao contrário.
Uma amostra importante formada pelas principais empresas desse setor tem desempenho real médio negativo há 18 meses, como mostra apuração do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV). O indicador, elaborado a partir da evolução das receitas informadas pelas empresas e apurado metodologicamente, é deflacionado pelo IPCA. Vale lembrar que as empresas associadas somam R$ 670 bilhões em vendas, geram 990 mil empregos diretos e operam 38 mil lojas, além de terem decisiva presença no e-commerce.
A PMC do IBGE, por sua vez, mostra um quadro menos negativo. Em junho, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,5% sobre maio e 2,9% sobre o mesmo mês de 2025. Também acumulou alta de 1,9% no primeiro semestre, quando considerados termos nominais. Em termos reais, é negativo. Vale lembrar que a PMC tem como população-alvo empresas juridicamente constituídas, com CNPJ e 20 ou mais pessoas ocupadas.
Essa contradição precisa ser avaliada e entendida.
O que diferencia os indicadores é, principalmente, a composição das amostras e metodologias. O IAV-IDV acompanha as empresas associadas ao IDV com dados auditados, enquanto a PMC produz estimativas para o conjunto das empresas pesquisadas pelo IBGE.
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